Olá a todas e todos da comunidade brasileira do OpenStreetMap,
Nos meses do início do ano o Brasil é afeto por chuvas de grande volume, fenômeno este que é agravado pelas mudanças climáticas. No ano de 2022 e agora em 2023, estes desastres humanitário levaram a ideia da realização de atividades de mapeamentos massivos em resposta ao ocorrido em Petrópolis e São Sebastião. As atividades foram organizadas por membros e grupos da comunidade brasileira do OpenStreetMap e tiveram um considerado sucesso.
As atividades de mapeamento para respostas a desastres sempre tem uma participação maior da comunidade e os mapeamento avançam para sua conclusão ou quase conclusão. O desafio que ainda existe para sucesso completo destas atividades é que os mapeamentos sejam de fato usados por organizações nas áreas afetadas. No Brasil, esta é uma preocupação antiga da comunidade e continuou levantando questionamentos nos dois últimos anos e levou a necessidade de um espaço de conversa sobre o tema.
Com esta contextualização e sabendo do interesse de alguns dos membros em avançar na discussão do tema, dos várias problemas, não limitado ao apresentado, venho propor uma reunião. Esta reunião tem por objetivo levantar os conhecimentos, os experiências, as dúvidas, os interesses sobre o tema do Mapeamento Aberto para Gestão de Riscos/Desastres.
Respondam aqui o seu interesse no tema, na participação na reunião, e se quiserem, podem levantar pontos que sejam importantes para a discussão. Qualquer dúvida quanto ao exporto no meu texto aqui, sintam-se confortáveis para questionar.
Olá Alexandre, ainda não temos um dia definido, mas discutiremos opções aqui. Quanto os tópicos que vamos conversar na reunião, em linhas gerais é levantar problemas sobre o tema, trazer algumas experiências dos participantes, e no fim definir a possibilidade de criar um grupo de trabalho sobre Mapeamento Aberto para Gestão de Riscos/Desastres e escrever alguns dos objetivos do grupo e das próximas atividades. Nas próximas mensagens podemos detalhar mais a agenda da reunião.
Legal Everton! Obrigado pela acolhida e iniciativa.
Vamos conversando então, estou disponível principalmente nas manhãs do BR (moro na Alemanha) - desculpa puxar a brasa para minha sardinha, mas normalmente o fuso horário é a parte difícil de alinhar. Se for proposto outro horário eu tento ajustar sem problemas.
Abraços
Muito bacana, acho que a exemplo da América Latina, que fez evento em Lima ano passado sobre o tema, daria pra começar fazendo um grupo de Telegram temático ou um tópico no OSM Brasil (acho que a segunda opção é melhor), como também somos América Latina, lhes convido a integrar o supracitado grupo: Telegram: Contact @gestionriesgoLATAM
Agora acabei de pensar em uma terceira possibilidade que seria criar um canal em português no mesmo grupo, posso falar diretamente com os ADM de lá sobre essa idéia, aí já ficaria tudo no mesmo tema!!
@kauevestena Acho que alguma troca de experiência com o pessoal do evento no Peru é boa. Quanto ao telegram, podemos criar como tópico no OSM Brasil, estava pensando em fazer isto após a primeira reunião, mas podemos ver já de fazer agora.
Muito bom, Everton!
Alguns colegas aqui na Defesa Civil de Guarulhos já tem interesse e ideias. Temos visto um projeto sobre CEP Digital, realizado em parceria entre o governo estadual e uma empresa privada. Uma alternativa com o OSM seria muito interessante.
Olá Ewerton, parabéns pela iniciativa. Nosso grupo tem trabalhado intensamente nesse tema, temos interesse em participar do grupo de trabalho e verificar como avançar no assunto. Um abraço. Milena
A partir da enquete sobre qual o melhor horário para a reunião, vou deixar dois horários agendados. Podemos fazer as duas reuniões com praticamente as mesmas pautas. Nelas definimos como se darão as próximas reuniões. A primeira data vai ser 14/06 (quarta-feira) das 09h às 10h. A segunda data vai ser 19/06 (segunda-feira) das 09h as 10h.
Qualquer complemento ou questionamento sintam-se a vontade para fazer.
Deem dicas de qual ferramenta pode ser interessante para fazemos as reuniões.
Salve @EvertonBortolini, obrigado pelo relato!
Sobre o primeiro encaminhamento (identificar os pontos de contato), eu prefiro não reinventar a roda. Pergunto se há contatos com o CEMADEN, CPRM e outros pesquisadores.
Com essa info, poderíamos fazer o mapa dos stakeholders do OSM e a partir daí pensar na jornada do usuário do OSM. A contribuição aqui seria identificar os usos em que o OSM oferece um valor agregado mais crítico. A partir desses usos, podemos definir prioridades para o mapeamento deixar de ser reativo e avançar para uma dinâmica mais preventiva a partir da necessidade dos usuários. Eu topo ajudar a montar essa abordagem e fazer as entrevistas, fizemos isso há pouco no projeto de pesquisa do meu doutorado, é bem tranquilo. Além disso, esta ideia está baseada no trabalho que vi no hub Ásia/Pacífico do HOT-OSM, apresentados pelo Can Unem, de Istambul. Lá, eles parecem ter uma articulação muito clara entre o dado do OSM e os mapas de base usados na resposta e recuperação dos desastres, algo que não me parece estar tão claro no Brasil. Outra referência importante para mim é o trabalho do 510, da Cruz Vermelha. Eles fazem esse processo de design da informação humanitária de forma muito interessante.
Desculpe-me se isso já foi feito. Se já existem estudos de caso como esses, agradeço se puderem me indicar onde estão para eu consultar.
Obrigado mais uma vez, abraços.
Olá @Alexandre_Pereira_Santos A parte do “identificar pontos de contato na comunidade OSM” é para a gente se recordar de garantir a presença do pessoal que está a mais tempo na comunidade do OpenStreetMap na reunião. No mais o que tu falou é um bom encaminhamento para a gente ir trabalhando.