Usuários revertendo edições sem conhecimento local

Olá, pessoal! Me chamo Jean, sou um voluntário em edições de mapas por diferentes plataformas e recentemente conheci o OSM.

Como usuário, notei que minha cidade e outras regiões próximas possuem muitas áreas desatualizadas. Procurando entender como funciona cada edição e seguindo as instruções fornecidas pelo próprio OSM Editor e em casos mais específicos o Wiki OSM. Muitas das edições obtive sucesso.

Mas algumas em específico estou enfrentando problemas com pessoas “revertendo” edições sem o mínimo de conhecimento local e subindo change-logs em outros idiomas usando tags diversas, principalmente a “#adt” (pelo consegui saber ao fazer uma breve pesquisa, trata-se do “Apple Data Team”). Com quais critérios eles tomam essas decisões de reversão?

Baseando-se nas regras do OSM e considerando que a edição esteja correta, a alteração feita por um editor local (que conhece a região ou mora na cidade) não deveria ser mantida? Ao invés de ser efetivada as alterações por usuários que sequer moram no país e nem conhecem a área presencialmente?

Ficarei grato se alguém puder me ajudar e responder a essa dúvida :smiley:

Infelizmente isso tem se tornado cada vez mais comum no osm Brasil , grupos de caça edição (mal feita) segundo seus critérios que se acham protetores do bem e do mal mesmo não tendo nenhum conhecimento das regiões editadas , tenho visto muito por ai não seguem procedimento nenhum da wiki , se você for prejudicado nas edições primeiro procure um moderador e relate os fatos , se não resolver reverta as edições vc mesmo ai vc ira ver o pessoal começar a da pulos , qto as edições #adt se não forem automatizadas reedite novamente tenho impressão que eles devem ter alguma vantagem para fazer isso em ultimo caso reclame diretamente para o Data Working Group, esta na hora de acabar com esse tipo de “colaborador”.

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Olá jeanms28. Bem-vindo ao Fórum do OSM.

Ter conhecimento sobre a existência e fazer uso da Wiki já é um grande e importante passo. Tu tentou entrar em contato e argumentar com o editor?

O teu post está bastante genérico, então dificulta a análise. Sim, o conhecimento local deve prevalecer, partindo-se do princípio de boa fé da edição do usuário. Porém, o que de fato foi editado que estaria errado? É algo que é verificável olhando a campo, ou é algo que abre márgens à interpretações?

Poderia trazer alguns casos práticos para análise?

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Poderia, por favor, indicar quais são essas edições para que possamos dar uma olhada?

Times como os da Apple, do Kaart e do TomTom em geral têm feito um bom trabalho. Claro, ninguém é perfeito (nem os mapeadores com conhecimento local) e eventualmente precisamos alinhar alguns detalhes entre os times.

Depende. Não é uma regra absoluta.

Por exemplo, se uma edição estiver claramente incorreta, ela não deve ser mantida. Certas edições podem precisar ser corrigidas também por questões de qualidade.

Qualquer pessoa pode editar qualquer lugar do mundo, desde que procure seguir as convenções locais e as boas práticas.

Mapeadores estrangeiros são bem-vindos no Brasil, assim como mapeadores brasileiros são bem-vindos em outros países. O importante é que, ao editar uma região que não conhecem diretamente, procurem estar alinhados com a comunidade local e com as práticas adotadas naquele lugar.

Pt:Código de conduta de edições automatizadas - OpenStreetMap Wiki , alterações manuais quase sempre são bem vindas, se discordar mande mensagens privadas que são mais rápidas de serem notadas ao colaborador pedindo explicações do porque daquilo , somente isso pode evitar qualquer conflito e chegarem a um senso comum de um prazo adequado para respostas em geral uma semana , quando a reedições em massa se o colaborador não entrou em contato com vc ou não seguiu prazo adequado em geral 30 dias e não fez uma postagem no fórum explicando motivos nem pense reverta o mais rápido possível , o importante e a comunicação se vc não teve tempo hábil para expor seus motivos não engula sapo pois tem muitos colaboradores sem formação adequada que vive disso somente , tentar expor colaboradores ao ridículo.

O colega novo não falou em reedições em massa. Só saberemos se é este o caso quando soubermos quais das suas edições foram revertidas.

Até onde consigo verificar pelo histórico de edições, foram revertidas apenas duas alterações: a primeira, feita há cerca de um ano, desta via, de unclassified para secondary, que está fora dos critérios adotados para a classificação das rodovias no Brasil; e a segunda, feita cinco dias atrás, desta via, de unclassified para tertiary, que é debatível e depende de mais informações sobre o contexto. Temos um grupo no Telegram específico para debater questões de classificação viária como esta.

Se forem esses os casos a que ele se refere, trata-se de uma questão bem pontual.

É importante não misturar esse tipo de divergência editorial com os casos de vandalismo que vêm sendo enfrentados pela comunidade nos últimos meses, sobretudo na região Sudeste. Nesses casos, sim, a denúncia e a reversão imediata são medidas apropriadas.

Como você é um usuário novo, gostaria apenas de lembrar que, em todo o ecossistema do OpenStreetMap (fórum, comentários de changesets, notas do mapa e wiki), é necessário observar as diretrizes de etiqueta da OpenStreetMap Foundation, em particular:

  • Presuma boa-fé (“Assume good faith”)
  • Não faça teorias da conspiração (“No conspiracy theories”)
  • Não exponha publicamente as pessoas. Muitos problemas podem ser resolvidos entrando em contato educadamente com a outra pessoa. (“Don’t publicly call people out. Many issues can be resolved by gently contacting the other person.”)
  • Comunique-se com o mesmo respeito que você usaria pessoalmente (“Communicate with the same respect you would utilize in person”)
  • Devemos procurar manter nossas discussões e discordâncias adequadas. (“We should strive to keep our discussions and disagreements appropriate.”)

Discordâncias sobre edições são perfeitamente legítimas e fazem parte do OSM. O importante é que elas sejam conduzidas de maneira respeitosa.

Como fui citado vou explanar para não deixar duvida , nunca presuma boa fé antes de conversar , quanto a conspiração tem alguma sim no osm brazil , sim e importante não expor ninguém publicamente faça isso através de mensagens privadas, sim deve-se usar respeito nas comunicações , se duvidaram de sua fonte ,conhecimento local ou coleta em campo estão duvidando de sua integridade , afinal vc nada tem a provar o colaborador que questiona e que tem de trazer fatos não teorias. quanto a edição Changeset: 188740315 | OpenStreetMap , normal vc tem o conhecimento local de trafego e outros possíveis detalhes não cabe a mim ou qualquer outro questionar usando diretrizes , qto a Changeset: 167762495 | OpenStreetMap realmente secundary em uma estrada municipal sem asfalto ,acho que vc deveria reavaliar e se quiser manter coloque na descrição todos os motivos

Isto é contrário à orientação oficial da OSMF que eu já citei:

Presumir boa-fé não significa deixar de questionar edições. Significa não transformar uma divergência técnica em uma acusação de má-fé sem evidências.

Não. Questionar uma fonte não é o mesmo que questionar a integridade de quem a forneceu.

Fonte é justamente algo que pode ser questionado e verificado. Conhecimento local é uma fonte legítima, mas não confere imunidade contra questionamento nem autoridade acima do princípio da verificabilidade e de convenções como os critérios de classificação viária adotados pela comunidade brasileira.

Conhecer a região é uma evidência relevante sobre a realidade local, mas não é uma prova automática de que a interpretação daquela realidade ou sua representação no OSM esteja necessariamente correta.

Uma edição pode (e em determinadas situações deve) ser questionada tecnicamente sem que isso constitua uma acusação de má-fé ou de falta de integridade.

Ataques pessoais devem ser evitados, evidentemente. Mas isso é diferente de dizer que questionamentos sobre edições devam ser feitos exclusivamente em privado.

Discussões públicas de changesets são parte normal do funcionamento do OSM e são importantes justamente porque permitem que outros mapeadores acompanhem os argumentos e as fontes utilizadas.

O questionador deve, naturalmente, fundamentar suas contestações. Mas o autor da edição também pode ser solicitado publicamente a explicar suas decisões e fornecer as fontes que as fundamentam. Isso não é acusação pessoal; é o processo normal de revisão e discussão das edições. O wiki diz explicitamente:

Outros mapeadores podem solicitar esclarecimentos sobre suas edições, pedir que você indique uma fonte para elas ou apontar erros que você tenha cometido. Você deve quase sempre responder, mesmo que a resposta seja “não sei” – ou caso você mesmo já tenha corrigido os erros. A comunicação pública entre mapeadores é fundamental para construir confiança. Edições de pessoas que nunca respondem podem ser vistas como menos confiáveis. (“Other mappers can ask for clarification on your edits, ask you to provide a source for them, or point out mistakes you made. You should almost always respond, even if that response might be “I don’t know” – or if you fixed the mistakes yourself. Public communication between mappers is crucial to building trust. Edits of people who never respond may be treated as less trustworthy.”)

É justamente o contrário: as diretrizes são uma das bases legítimas para questionar edições. O conhecimento local pode informar que determinada situação existe, mas as diretrizes ajudam a determinar como essa realidade deve ser representada no OSM.

No caso específico da classificação viária, as regras em vigor foram aprovadas pela comunidade em 2020. É perfeitamente legítimo usar esse material como referência para discutir se uma determinada classificação é adequada.

Não o colaborador usa orientarão do osmf para distorcer verdades , chamar pessoas de má fe em publico e o mesmo de chamar de mentirosa , então use somente mensagens privadas qdo o numero de edições (erradas) repetidas varias vezes forem notadas , o colaborador teve a alguns dias uma guerra de fechamentos de notas comigo pois não tinha conhecimento de como levantar as informações fornecidas , no final graças a Deus acabou bem, então sim defenda suas edições contra aproveitadores que so querem aparecer.

Pessoal, desde já agradeço aos que reservaram um tempo para ajudar e responder a esse tópico. Apenas gostaria de reforçar que este foi criado para tirar dúvidas, por isso, muitas das minhas citações foram colocadas de forma genérica justamente para não acusar ninguém sem fundamentos, embora eu ainda não saiba como funciona o sistema de denúncias mas acredito que haja um meio correto pra isso. Sobre o “#adt” apenas mencionei, pois realmente não sabia o que era, se eram pessoas ou bots devido as change-logs em outros idiomas, e que muito provavelmente acredito que estes não moram na região, e provavelmente nem no Brasil, o quê é uma suposição, diferente de acusação, por isso as dúvidas já que qualquer editor fora do ecossistema OSM se questionaria acerca disso.

Respondendo os pontos de colegas editores:

santamariense

Ter conhecimento sobre a existência e fazer uso da Wiki já é um grande e importante passo. Tu tentou entrar em contato e argumentar com o editor?

R: Não tentei contato ainda justamente pelo editor aparentemente não falar o português. Por isso, tomei a iniciativa de abrir um tópico aqui.

Inclusive, tenho uma dúvida. O OSM trabalha com alguma hierarquia de editores com edições de alta confiabilidade (ou que passaram por mentorias, treinamentos abertos da plataforma) e que por exemplo, possuem posições voluntárias de moderação como AM (Area Manager), SM (State Manager) ou similar para justamente intermediar, orientar e direcionar situações assim ou de mesma natureza?

santamariense

Poderia trazer alguns casos práticos para análise?

R: Sim, posso. Mas irei fazê-las de uma maneira diferente, serão citadas como dúvidas pois o intuito aqui não é acusar ninguém, mas sim, que os pontos específicos estejam construídos e/ou classificados corretamente.

Por exemplo:

CAJ-449 Estrada Municipal

PL do Segmento: Way: ‪Estrada Municipal‬ (‪419106108‬) | OpenStreetMap

Esta não deveria ser classificada como terciária ao invés de unclassified ? Após a rampa da rotatória, ela possui asfaltamento que dura até o entroncamento (Y), local possui fluxo considerável de veículos devido a interligar o acesso ao Cond. Res. Mirante das Águas.

Depois do entroncamento (Y), é uma estrada rural. Nisso, acredito que seria compreensível o unclassified.

E sim, é algo que é verificável olhando em campo também, porém, usando plataformas de concorrentes como o “Street View” mas ainda assim, nem sempre é confiável pois há áreas sem atualização por 6 meses ou mais. Que aparecem sem asfalto por exemplo, mas por exemplo, fisicamente (presencialmente) quem passar por lá, já está pavimentado.

E aproveitando-se dessa dúvida, áreas que interligam os “residenciais” (condomínios, pequenos bairros, distritos) e similares, independente de ser pavimentado ou não, mas que possuem denominação conforme documentos da prefeitura e/ou leis municipais, não deveriam ser classificados e mantidos como terciária?

Rodovia Vicinal João Mateus de Lima x CAJ-317 Estrada Municipal Amaury Custódio da Silva

IDs: 242666460, 798228543

Essa aqui, eu mesmo já fiz algumas edições mas nunca mudei a classificação. O contexto dela é a seguinte:

Após o novo bairro (CDHU/Cohab), ela se torna de rua para rodovia. A partir desta rodovia até o limite de municípios que depois vira CAJ-317 (por ser área de Cajuru) mas o seu destino interliga a rodovia SP-338, ou seja, é uma via que intermunicipal (embora outra parte acabe em uma rodovia), a classificação correta não seria secondary?

A pavimentação acaba no limite de municípios, mas ainda assim, é área de tráfego considerável para os usuários que a usam para se locomover entre os 2 municípios em específico.

CCQ-020 Rodovia Vicinal Narciso Ribeiro de Souza x CCQ-373 Rod. Vicinal Américo Pratalli x Estrada Cássia - São Benedito

IDs de referência: 223967789, 1557428893, 1004379277

Esse trecho que interliga os municípios de Cássia dos Coqueiros x São Benedito das Areias (distrito municipal de Mococa), ou seja, uma intermunicipal e que também possui fluxo considerável, não deveria ser classificada como secondary ao invés de tertiary?

Esses são alguns exemplos de vias coletoras e arteriais (intermunicipais), mas se eu conseguir um tempo livre e fazer mais levantamentos, consigo fornecer diversos exemplos.

ftrebien

Poderia, por favor, indicar quais são essas edições para que possamos dar uma olhada?

Times como os da Apple, do Kaart e do TomTom em geral têm feito um bom trabalho. Claro, ninguém é perfeito (nem os mapeadores com conhecimento local) e eventualmente precisamos alinhar alguns detalhes entre os times.

R: As dúvidas estão citadas acima. E sim, concordo nesse ponto, ninguém é perfeito e estão suscetíveis a erros. Mas falando de edições em geral, o quê está fisicamente (presencialmente) e pelos contextos (que basta a pessoa pesquisar de forma aprofundada, inclusive, por documentos em órgãos públicos caso não seja daquela região em específico mas conheça o CTB e demais normativas brasileiras) não deveriam prevalecer caso estejam corretas?

Saliento que não estou acusando ninguém, é apenas uma dúvida.

ftrebien

Depende. Não é uma regra absoluta.

Por exemplo, se uma edição estiver claramente incorreta, ela não deve ser mantida. Certas edições podem precisar ser corrigidas também por questões de qualidade.

R: Sim, estou ciente disso por aqui até mesmo pelo nível de exigência maior em outras plataformas que já faço edições (é uma boa prática comum de todas) e que por exemplo, em outras até por segurança, possui delimitações que a pessoa só pode editar nas áreas em que já navegou (o quê é chato por um lado, mas por outro tem seus motivos, isso varia de plataforma pra plataforma).

A forma quanto o OSM aplica a permissão colaborativa das pessoas poderem editar em qualquer lugar é fantástico, e sim, concordo com você que editores estrangeiros são bem-vindos. Mas percebi que podem haver conflitos justamente pela pessoa desconhecer as normativas do país/estado/região.

ftrebien

O colega novo não falou em reedições em massa. Só saberemos se é este o caso quando soubermos quais das suas edições foram revertidas.

R: Não, não tratam-se de edições em massa. São edições pontuais. De toda forma, como dito os contextos explicados foram colocadas de forma genérica pois o intuito não é acusar ninguém, mas sim, fazer com que a edição esteja correta independente de quem o fez.

Fluxo considerável em relação ao entorno, combinado com a função de dar acesso a um condomínio populoso, poderia ser uma razão para considerar uma classificação mais elevada nesse contexto, especialmente em comparação com as demais vias locais ao redor. Nesse caso, eu tentaria fazer uma analogia com vias com função coletora.

Nas imagens do ESRI, me parece que o asfalto termina aqui. Depois desse ponto, não há povoações que, a meu ver, justificariam uma elevação para terciária (aplicável a uma rota principal de/para um núcleo urbano pequeno). Então, se fosse para elevar a classificação, eu elevaria somente até esse ponto.

O que enfraquece um pouco essa analogia é a pouca quantidade de outras construções ao redor. Coletoras geralmente coletam tráfego de pelo menos algumas vias locais para uma ou mais arteriais e/ou distribuem tráfego no sentido inverso, de uma ou mais arteriais para algumas vias locais. Nesse caso, desconsiderando o condomínio, não sobram muitas vias e construções ao redor que permitam inferir esse tipo de função.

O trecho é relativamente curto (620m), mas estaria acima dos 400m que eu pessoalmente tomo como referência de comprimento mínimo. Essa é uma medida que aparece com alguma frequência em planos diretores e também em manuais do DNIT.

Meu método (complicado e baseado em refinamentos progressivos) para tentar determinar a função das vias urbanas está sugerido aqui. Não é uma regra convencionada pela comunidade. No entanto, em diversos lugares onde o apliquei colaborando com outros colegas, os mapeadores locais com que trabalhei geralmente ficaram satisfeitos com os resultados e a classificação se manteve estável no mapa, que considero um sinal de que outros mapeadores consideraram o resultado correto intuitivamente.

Só lembrando que ele é iterativo e vai produzindo refinamentos/melhorias progressivas. Nesse processo, pode haver várias alterações na classificação de uma via até chegarmos à classificação final. Por isso, eu faço primeiro como rascunho, até acertar tudo, antes de transcrever pro mapa.

Concordo, mas não por ser uma estrada rural, nem por ser não pavimentada, e sim pela função que a via exerce na malha viária da região.

Se a função real da via refletir a classificação da prefeitura, sim. Caso contrário, geralmente há consenso na comunidade de que isso, por si só, nem sempre é suficiente.

Como escrevi no meu método sugerido, tento equilibrar as fontes oficiais (por exemplo, a classificação oficial da prefeitura, quando publicada - o que é raro em municípios pouco populosos) com outras fontes, como mapas populares e a situação observada em campo.

Isso, claro, abre espaço para discutir casos particulares, o que ocorre e é esperado.

Para ter certeza, temos que encontrar o critério que ela satisfaz.

Não sendo uma via urbana, não há como satisfazer a regra 4.3. A regra 4.2 geralmente se aplica mais a ligações mais curtas, quando uma secundária passa perto de outra. E, para a regra 4.1, considerando que Santo Antônio da Alegria tem mais de 2 mil habitantes:

  • a rota principal de/para Altinópolis (16.818 habitantes) é pela SPA 003/051, que já é secundária (corretamente);
  • a rota principal de/para Cajuru (23.830 habitantes) também é pela SPA 003/051, com base em diferentes sistemas de roteamento populares, sendo a Rodovia Artur Martins de Oliveira, por Cássia dos Coqueiros, a segunda opção preferida.

Como a CAJ-317 tem 9 km sem pavimentação, isso parece atualmente desestimular a escolha dela como rota principal. Caso você tenha conhecimento do contrário - de que a maioria das pessoas na sua região de fato prefere essa via como rota principal entre núcleos urbanos com mais de 2 mil habitantes na região - aí faz sentido argumentar pela elevação.

Caso a pavimentação tenha avançado e isso ainda não esteja refletido nas fontes a que eu tenho acesso, a preferência das pessoas nessa região pode ter mudado e ainda não estar refletida nos sistemas de roteamento mais populares. Aqui entra o conhecimento local, contanto que ela seja compatível com o critério da regra. Note também que, mesmo que estivesse totalmente pavimentada, poderia ainda não ser a rota principal entre esses lugares, por outras razões.

Times como os da Apple não têm acesso a esse conhecimento local, mas também é verdade que muitos mapeadores locais não conhecem a regra e/ou a desrespeitam para forçar a implantação de suas preferências pessoais.

Se a sua preocupação é com os impactos no roteamento, eu sempre sugiro descrever a via em detalhe (pelo menos o tipo de superfície e o limite de velocidade) quando a classificação dela está perto de um limiar como nesse caso. Dessa forma, o roteamento funciona da maneira correta e estável independentemente da classificação escolhida, que passa a ser apenas um indicador visual de importância.

Esse trecho pode ser classificado como secundária no OSM com mais certeza. O trecho está totalmente pavimentado (não que seja obrigatório para vias secundárias, mas impacta as escolhas de muitas pessoas) e é a rota principal entre Cássia dos Coqueiros (2.799 hab.) e Arceburgo (9.177 hab.) e entre Cássia dos Coqueiros e Mococa (67.681 hab.). Nesse caso, eu consideraria razoável elevar a classificação para secundária, citando isso como comentário no changeset para ajudar na revisão.

O termo “arterial” usado no CTB e na proposta não é exatamente sinônimo de “intermunicipal”. Só para não confundir os conceitos.

A Wikipédia tem algum conteúdo sobre a terminologia da classificação funcional, mas acho melhor se guiar pelos manuais do DNIT.

Se você tem interesse nesse assunto, sugiro mesmo entrar no canal sobre Classificação no Telegram. As discussões lá são bem ricas, justamente porque é um assunto complexo e não existe uma definição matematicamente estrita, embora continuemos em busca de uma que seja satisfatória para diferentes pontos do território nacional.

Acredito que isso é muito complicado. Principalmente nos municípios pequenos que fazem o esforço de regulamentação. E é contraditório: volta e meia o IBGE é cuidado, muitas vezes diminuindo o papel dos órgãos estaduais como oficial, aí o Poder Público Municipal faz o esforço e não ser reconhecido é bem complicado.

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A propósito, parabéns, método perfeito.

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Pessoas mal intencionadas usam o código distorcendo a verdade , o que vale para exclusão e edições em massa e esse (Pt:Código de conduta de edições automatizadas - OpenStreetMap Wiki)

quem usa o outro e apenas desculpa para se justificar , mas isso e apenas vandalismo , reparei que o colaborador foi "convidado para participar do grupo osm brasil , meu conselho sugiro a vc olhar antes as mensagens presentes , perdi um tempinho lendo mensagens do ultimo ano um show de horrores , com quase nenhuma intervenção da moderação , a ultima que vi sim foi moderada de uma forma firme , pois um colaborador com mais de 11000 mil edições foi achincalhado , acusado de vandalismo e outros adjetivos por pessoas que defende este tipo de coisa , como o moderador dessa vez atuou firmemente ele apenas recuou e disse que havia se enganado , sugiro aos moderadores abrirem um tópico sobre uso destas regras fora do ambiente do openstreetmap, se são realmente validas para atacar colaboradores que nada ganham , trabalham de graça e ainda tem de ser acuados por esses tipos de pessoas em redes sociais do telegran que não faz parte do OSM mas os seus HATERS se escondem atrás de diretrizes do OSM para tentar passar uma legalidade não existente no meu entender o local correto para isso e na discussão da changeset ou em mensagens privativas que não expõem os mapeadores , se não abrirem eu mesmo posso abrir com a anuência deles , afinal o telegran osm Brasil e apenas uma rede social não uma franquia do openstreetmap.

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Já que o topico está aberto queria deixar claro q sou novo na comunidade , dei uma lida rapida na wiki e começei a editar.

elo visto tem muuuita coisa q eu preciso aprender e uma das coisas q mais me deixou com dúvida foi a definição de highway, até pq as ruas de condominio são ruas proprias para moradores e provedores de serviços .

a wiki recomenda que use a classificação até residential, porém não sei se seria mais adequado service pq diferencia visualmente bem as ruas públicas das " privadas ". Fica a dúvida se alguem puder me explicar agradeço.

Na minha opinião condomínios grandes com ruas largas deve-se usar residencial privativas , em edifícios o ideal e manter serviço ou corredor de estacionamento privativo também, já que as vias andam ao redor de alguns poucos edifícios tipo este Way: 674498935 | OpenStreetMap

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Oi , obrigada pela resposta.

nesse caso é um condominio de casas pequeno de 14 casas, as ruas não chegam a ser tão largas.

Aqui está minha ultima alterações no que se refere as ruas citadas, antes tinha só “gate” e quase nenhuma informação pra localizar o condominio por endereço.

https://www.openstreetmap.org/user/WhiteCockatiel/history?after=189231116#map=15/-5.85626/-35.19732

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Esta boa a edição apenas fiz a ligação da via interna do condomínio com a via principal , se vc tiver o numero do condomínio pode adicionar na entrada principal

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otimo , vou fazer isso! tem um projeto de localizar ninhos na faculdade e eu quero fornecer dados do OSM no formulário então estou fazendo as atualizações por conta propria.

Obrigada!

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