Cada município tem poder para inventar subdivisões administrativas próprias e de redefinir certos termos de uso comum. Por isso, nem sempre existe uma correspondência perfeita entre as subdivisões de um município e as categorias existentes no OSM.
Uma referência nacional bastante útil é a subdivisão do IBGE: municípios (admin_level=8), distritos municipais (admin_level=9) e bairros (admin_level=10). Eu priorizaria mapear essas divisões e só depois procuraria uma forma adequada de representar as demais. O IBGE também trabalha com subdistritos, embora eu não tenha visto subdistritos mapeados no Brasil ainda.
No caso de Florianópolis, os distritos mostrados pelo IBGE parecem corresponder exatamente aos que aparecem no Geoportal como “Distritos Administrativos”, então me parece razoável tratá-los como a mesma coisa. Sugiro mapear cada um deles com boundary=administrative + admin_level=9 nas relações que representam seus limites e como um ponto place=village (quando não-conurbados ao distrito-sede) ou place=suburb (quando conurbados), exceto o distrito-sede, que já está mapeado como place=city.
Já as “Regiões Administrativas” parecem estar entre o nível do município (admin_level=8) e o dos distritos (admin_level=9). Nesse caso, eu não tentaria encaixá-las artificialmente em um nível administrativo intermediário, nem deslocaria os níveis já convencionais. Simplesmente não temos um nível para elas hoje e, por isso, eu não as mapearia.
Bairros normalmente são representados por pontos place=suburb, enquanto place=neighbourhood costuma ser usado para áreas menores dentro de bairros (ou também para bairros de povoações bem pequenas, como os de place=village). Sugiro mapear cada bairro como um ponto place=suburb e uma relação boundary=administrative + admin_level=10, como é o costume em outros municípios.
As UTPs não são simplesmente uma subdivisão ou uma superdivisão de outros limites administrativos; parecem ser um sistema diferente. Como os distritos do IBGE correspondem aos “Distritos Administrativos”, e não às UTPs, eu não vejo atualmente uma representação para elas no OSM e, por isso, não as mapearia.
A lei municipal 6571 define as UEPs como “unidades estatísticas básicas do Município”, então talvez boundary=statistical seja o mais adequado, como outros colegas já apontaram nesta discussão. Mas noto que limites estatísticos desse tipo têm pouco suporte nas aplicações do OSM, e border_type=suburban, que é um dos valores sugeridos para especificar esse tipo de limite, é muito pouco utilizado e sequer está definido na documentação de border_type=*, apenas é mencionado.
As localidades não estão indicadas como limites administrativos no Geoportal. Então, acho que nenhum tipo de boundary=administrative se aplica a elas a princípio. Algumas talvez sejam place=neighbourhood se forem áreas dentro de bairros, outras talvez sejam place=hamlet se forem povoações pequenas não-conurbadas, e pode haver outros tipos de localidades nesse conjunto. O ideal é decidir caso a caso, avaliando o contexto de cada uma.