[Proposta] Ajustes dos conceitos de place=*

Achei o manual do IBGE com a classificação de localidades que mais se enquadraria com o OSM, com descrição detalhada de cada tipo. Vou deixar aqui para registro:

As classificações estão no Volume 1 (liv8595_v1.pdf), páginas 73 e 74.

Núcleos urbanos:

3 - Cidade => place = city

4 - Vila => place = town

Núcleos rurais isolados:

5.2.1 - Povoado => place = village

5.2.2 - Núcleo => place = farm

5.2.3 - Lugarejo => place = hamlet

6 - Propriedade Rural => place = isolated_dwelling

7 - Local => place = locality

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Concordo. Essa é uma boa proposta, usar a classificação oficial do IBGE mapeando para a do OSM. É uma forma oficial, objetiva, que dá o mesmo resultado qualquer que seja o mapeador, permite automatização do processo e também verificações regulares automáticas para controle de qualidade.

Nesse link a gente pode baixar os arquivos do IBGE com as classificações da localidades brasileiras no censo de 2022, conforme o IBGE:

Encontrei essas 12 classificações:

Quantidade Classificação
38782 Outras Localidades
16500 Povoado
9185 Localidade Indígena
8202 Localidade Quilombola
5935 Núcleo Urbano
5596 Cidade
5126 Vila
4773 Lugarejo
1788 Agrovila do PA
242 Núcleo Rural
33 Regiões Administrativas do Distrito Federal
1 Distrito Estadual de Fernando de Noronha

Daí, é só fazer uma tabela de conversão.

Essa fonte é de 1999, enquanto que a que eu citei antes é de 2018:

As definições são bem parecidas, mas a mais recente tem alguns ajustes e, pelo que notei, não inclui termos como “aldeia” e “propriedade rural”. Pelo visto esses termos não são mais usados - não aparecem na base mais atual do IBGE (que o Fidelis e eu citamos).

Nas atribuções, estamos alinhados em quase tudo, exceto na questão do “núcleo”. A dúvida entre place=hamlet (como eu sugeri) e place=farm (como você propôs) talvez exija olhar exemplos concretos.

Pelo que entendi das definições, o núcleo é um aglomerado de moradias que se desenvolveu ao redor de um empreendimento. Isso me faz pensar que ele está mais próximo de um hamlet (um assentamento pequeno) do que de farm.

Mas posso estar interpretando errado. Você chegou a ver algum exemplo concreto onde o “núcleo” funciona mais como uma única fazenda do que como uma pequena comunidade?

Para esses casos menos frequentes, acho que:

  • As agrovilas provavelmente se encaixam melhor como hamlet por serem pequenas e não terem toda a estrutura associada a um povoado na definição do IBGE
  • As RAs do DF talvez poderiam ser mapeadas como town por analogia com as vilas (sedes distritais). Por outro lado, não têm governo local, o que as aproxima de povoados (village).
  • Noronha (Vila dos Remédios) talvez se encaixe como place=village por não ter governo próprio mas ter infraestrutura típica de povoado (mercado, escola, hospital e templo religioso).

Cidades e Vilas são em uma quantidade fixa, então dá para ter um bom controle. Já outros como povoados, lugarejos e etc são mais difíceis de se ter um controle geral. Ok, o que está no IBGE se define da forma como está no IBGE de acordo com a correlação IBGE x OSM adotada, porém existem muitos mais lugares que não constam nessas bases de dados do IBGE, principalmente as geométricas. Então eu vejo assim, se tem existência no IBGE, place=* deve ter aquele valor, se não tiver, é preciso ter definições que nos permitam diferenciar um tipo de place de outro para que possamos definir com a melhor precisão possível.

Quanto às RAs do DF, elas constam no IBGE como subdistrito e aparentemente subdistritos são todos urbanos nas subdivisões do IBGE. Eu consideraria utilizar place=borough para esses casos, todavia esta tag parece não ser renderizada, o que seria um problema para muitos. Considerar elas como uma sede de distrito (Vila, portanto place=town), acho que seria viável também, caso o pessoal não queira adotar uma tag pouco usada como place=borough.

O IBGE trata Fernando de Noronha como cidade em suas geometrias, eu consideraria portanto place=city.

Eu acho meio confuso a definição “aglomeração rural” do IBGE para Povoado. Se tem aglomeração, muito provavelmente não é rural, pois pagam ou deveriam pagar IPTU, pois estaria abaixo do módulo rural.

Quanto a farm e isolated_dwelling, tenho muitas incertezas à respeito do tópico. Ás vezes vejo muito destaque no mapa para place=farm o que me causa dúvidas a respeito do que se espera que tenha esta tag no OSM. Muitas vezes é só o nome duma Chácara, que mais se assemelha a um terreno urbano do que uma fazenda em si, mas que o mapa acaba dando um destaque desproporcional. Será que em casos assim caberia place=farm? A definição da wiki para elas me parecem muito fraca.

Quanto à place=locality, eu manteria o conceito original que especifica que é um local não povoado. Ao meu ver seriam nomes de locais, geralmente ao longo de feições como estradas, morros, rios que servem como referências, porém, ninguém cita aquele nome para se referir a onde mora.

Eu não sei exatamente o que seria o conceito de “bairro rural”, mas “bairro” me remete à aglomeração, então eu já pensaria em hamlet ou village.

Uma outra possibilidade seria equiparar as RAs a municípios no OSM, assim como Brasília que é formalmente apenas uma das RAs (Plano Piloto) já que o DF é equiparado a estado no OSM? Dessa forma, as sedes das RAs seriam classificadas da mesma forma que as sedes de municípios dos estados.

No caso de Fernando de Noronha, por analogia, como é um distrito estadual poderíamos equiparar no OSM a um município de Pernambuco. Assim, embora não tenha governo próprio, talvez pudéssemos classificar no OSM da mesma forma que outras sedes de municípios. O própŕio IBGE, “para certos rankings”, como lista de municípios por população, equipara Fernando de Noronha a município. Há quase 600 municípios com população menor do que a de Fernando de Noronha.

Acho que, já que há consenso nesse ponto, a reclassificação das cidades (sedes municipais) e vilas (sedes distritais) deve ser feita numa primeira etapa, para que os pontos restantes não causem confusão nem travem essa melhoria. Podemos incluir nessa etapa Noronha e as RAs do DF, que, apesar de serem casos especiais, estão sendo discutidos traçando semelhanças e analogias com esses tipos de localidades.

Por mim:

  • RAs do DF: se estamos abandonando limiares populacionais em prol de distinções de status, para mim faz sentido Brasília (Plano Piloto, RA I, capital federal, sede do governo do DF) ser city e as demais RAs serem town por exclusão. Algumas têm porte expressivo mas não têm autonomia política ou legislativa. Estruturalmente, são parecidas com subprefeituras, nas quais o subprefeito, assim como o administrador da RA, é nomeado/indicado. Me parece haver uma grande diferença de status, embora algumas RAs sejam muito populosas: 12 das 35 RAs se qualificariam como city pelo critério populacional, e a RA mais populosa, Ceilândia, tem mais habitantes que o Plano Piloto, mas não vejo problema na inversão populacional, que é esperada em alguns casos ao classificar por status.
  • Noronha: ainda acho village mais consistente com as definições do IBGE, mas estou aberto a city dado o caráter único do caso.
  • locality idealmente deve continuar sendo usado só para localidades desabitadas. A princípio isso inclui as que o IBGE cadastrou como “Outras Localidades” até descobrirmos outras fontes indicando quais têm população.
  • isolated_dwelling e farm: acho que a distinção com hamlet deve ser tratada numa etapa posterior, opcional e não automatizada. Numa primeira varredura, tudo que o IBGE classifica como lugarejo, localidade indígena, localidade quilombola, agrovila ou núcleo rural viraria hamlet. Para alguns casos, essa seria uma alteração transitória. Então, mapeadores inspecionando imagens aéreas poderiam converter casos específicos de hamlet para isolated_dwelling (pouquíssimas edificações) ou farm (com lavoura e sem comunidade de moradores ao redor). Se isso começar a causar problemas de verificabilidade ao comparar com a base do IBGE, acho que seria melhor deixar esses casos como hamlet mesmo.
  • Núcleos urbanos: antes de decidir como mapeá-los (quase 6 mil cadastrados), valeria verificar por amostragem se estão majoritariamente conurbados com a área urbana principal. Se sim, neighbourhood ou suburb podem ser mais adequados do que hamlet.
  • Localidades não cadastradas no IBGE devem ser classificadas conforme as definições genéricas no wiki e, na medida do possível, fazendo analogia com as definições do IBGE. O que se sabe com certeza é que não são city nem town, pois todas essas constam (ou deveriam constar) na base do IBGE. Como os critérios de povoado (village) nem sempre são fáceis de verificar, a maioria provavelmente também não seria village inicialmente, mas alguns podem ser quando a verificação for possível.

Talvez o IBGE classifique um núcleo como urbano se estiver dentro do perímetro urbano definido por lei (por vezes defasado) e como núcleo rural se estiver fora. Mas é algo a confirmar olhando os dados.

Sim, também acho que faz sentido; Mais pela forma como são normalmente tratadas, referidas, na imprensa em geral e pelas pessoas, apesar de tecnicamente, como lembrou Santamariense, sejam consideradas subdistritos pelo IBGE.

Ainda que equiparadas a suibdistritos pelo IBGE, as RAs são frequentemente tratadas como cidades, “cidades satélites”, ou se lê “fulana nasceu em Ceilândia”, etc, o que, pelo menos para mim, dá sempre ideia de uma cidade. Então, classificá-las da mesma forma que sedes de municípios me parece atender ao princípio da menor surpresa.

Um dado que indica a equiparação das RAs a subdistritos pelo IBGE são os códigos dados a elas, todos têm 11 dígitos, padrão para subdistritos. Já no caso de Fernando de Noronha, ao contrário, esse mesmo detalhe reforça sua classificação como cidade pois seu código
tem 7 dígitos, padrão de município. E é o que a localidade parece ser, de novo, princípio da menor surpŕesa.

A questão das divisões administativas não é o tópico principal aqui mas faz está fortemente relacionado ao tópico. Queria compartilhar com vocês a forma como os Correios vê o DF. Até 2011 cada RA do DF era um localidade (algo semelhante a Cidade), o que na prática fazia com que cada endereço preenchido vinha com o nome das RAs no campo onde vai a Cidade. A partir de 2011, como pode ser visto nesta notícia da época [1], Brasília começou a ser tratada como uma cidade só e as RAs passaram a constar no nome dos bairros, muitas vezes entre parênteses.

[1] - Para os Correios, todo DF agora é Brasília e as regiões administrativas são bairros | Jornal de Brasília

Ao meu ver as RAs se assemelham muito aos distritos de São Paulo.

Busca “Logradouros por bairros” dos Correios [2], mostrando as RAs no campo dos bairros entre parênteses e Brasília como única cidade:

Padrão dos bairros de Brasília: nome_do_bairro (RA)

[2] - https://buscacepinter.correios.com.br/app/logradouro_bairro/index.php

Também li isso, que as RAs funcionam como bairros para endereçamento. E que “Brasília” se refere tanto ao DF como um todo como à RA “Plano Piloto”. O mesmo acontece com “Rio de Janeiro” e “São Paulo” que podem se referir tanto ao estado como à capital.

A questão, no meu modo de ver, é como compatibilizar todos esses aspectos, muncipios?, subdistritos?, bairros?, de modo que o mapeamento gere um endereço razoável para as RAs.

Como foi sugerido encerrar hoje a votação e a proposta teve aprovação, nessa lógica, todas as 5.569 sedes municipais passam a ser City ou Town. Se adotarmos a proposta do @Fidelis_Assis de fazer o ponto de corte em 100.000 então seriam 318 Cities mais Brasília.

Maiores que 100 mil habitantes
São Paulo 78
Minas Gerais 34
Rio de Janeiro 28
Paraná 22
Rio Grande do Sul 19
Bahia 18
Goiás 15
Pará 15
Santa Catarina 14
Pernambuco 12
Maranhão 10
Espírito Santo 9
Ceará 8
Mato Grosso 6
Paraíba 4
Rio Grande do Norte 4
Sergipe 4
Amazonas 3
Mato Grosso do Sul 3
Alagoas 2
Amapá 2
Piauí 2
Rondônia 2
Tocantins 2
Acre 1
Roraima 1
Distrito Federal 1

A título de comparação o IBGE adota uma classificação de núcleos urbanos: Grande Metrópole Nacional, Metrópole Nacional Metrópole, Capitais Regionais A, B e C, Centros Sub-Regionais A e B, Centros de Zona A e B e Centros Locais. Com o ponto de corte em 100.000 apenas 4 Capitais Regionais C ficam de fora da classificação City. Entendo que esse recorte atende.

Mas vale resssaltar que esse recorte de população se refere a todo município e não apenas à sede municipal. Pessoalmente acho que deveria levar em consideração apenas as sedes e não a totalidade da população municipal, mas me sinto contemplado com o formato atual. Apesar disso estou fazendo um levantamento da população por assentamento urbano e não por município.

Também penso assim. Caso o critério de corte entre town e city seja população, considerar apenas a população urbana para classificar place nas sedes municipais.

Como teste de viabilidade, gerei CSV com os valores de população urbana e total dos municípios pra facilitar caso o critério baseado em população seja o escolhido.

Não sei se a intenção ao criar os admin_level=* foi em já utilizar como endereço automaticamente ou se isso veio organicamente ao longo do tempo. Ele acaba sobrepondo funções (delimitações administrativas + endereçamento). Isso gera diferentes expectativas quanto ao que ela representa, em diferentes situações. Não acha(m)?

Sendo town (ou mesmo, city), ainda caberia 3 níveis de delimitações internas, considerando que suburb > quarter > neighbourhood. Tem também place=city_block que serve para identificar quadras, que neste caso são mais importante que as próprias ruas no quesito endereçamento no DF. Se a gente fosse classificar elas como village, como já mencionado por ftrebien, só restaria neighbourhood para as suas subdivisões, o que seria de fato muito dificil de lidar.

Isso me trouxe uma dúvida relativo a identidade territorial dos moradores. Como é o registro das pessoas que moram no DF? Nos documentos de identidade, nascimentos, etc, consta neste caso Ceilândia ou Brasília? Não consegui achar fonte crível para responder essa pergunta com segurança.

Com o fim da primeira rodada de votação, acho que podemos avançar para as próximas. A gente já poderia em teoria elevar todas as sede de municípios que estão como village para town, contudo, em sendo aprovado city para cidades e town para vilas, acaba gerando trabalho redobrado. Aparentemente há uma certa convergência nas definições dos colegas, com pequenas diferenças. @ftrebien, gostaria de escolher e aplicar como ficaria em algum estado, que tenha cidades com populações diversas, todas as cidades como city e as vilas como town para ver na prática como vai se comportar as aplicações? Ou, prefere ir por algum outro caminho?

Bom argumento!

Boa pergunta, Gemini responde:

No campo “Naturalidade” dos documentos de identidade (RG) emitidos no Distrito Federal, costuma constar o nome da Região Administrativa (RA) onde a pessoa nasceu (ex: Ceilândia-DF, Taguatinga-DF, Gama-DF), e não apenas “Brasília-DF”. A naturalidade registra o município ou localidade de nascimento oficial.

  • RA como Localidade: Embora o DF seja uma única unidade federativa sem municípios, o registro civil utiliza a RA como o local específico do nascimento.

  • Certidão de Nascimento: O que consta no RG é o que está escrito na Certidão de Nascimento. Se a certidão diz “nasceu em Ceilândia”, o RG trará “Ceilândia-DF”.

  • Brasília: “Brasília-DF” costuma ser utilizado para nascidos na área central (Plano Piloto) ou quando se deseja generalizar, mas a norma técnica prioriza a localidade exata do nascimento

De acordo, passar todas as sedes de muinicípio hoje com valor de place < “town” para place=town. Dá pra fazer rapidamente.por UF com uma query overpass no JOSM.

Aproveitando, o que acham de colocarmos o valor da população urbana nos nós sedes dos municípios substituindo o valor de population que hoje é o total do município?

O total do município continua na relação do mesmo.;

Então fica assim

Place=City - Todas as sedes municipais com mais de 100.000 habitantes.

Place=Town - Todas as demais sedes municipais

Por mim, OK. Se acharem interessante, posso atualizar um estado a ser escolhido como teste para avaliação do resultado com as seguintes alterações afetando apenas os nós sedes de municipios:

  • inclusão/atualização da tag population do nó com o valor da população urbana conforme censo de 2022. Uma outra possibilidade seria usar population:urban, mas não sei da aceitação desta tag. A população total continua na respectiva relação;
  • inclusão/atualização de source:population para “Censo IBGE 2022 - população urbana”;
  • inclusão/atualização de population:date para 2022 ou 2022-MM-DD se conseguir essa informação.
  • inclusão/alteração do valor de place conforme o valor da população urbana, city se >= 100.000, town para as demais.

Não sei se foi trazido à essa discussão (não consegui ler ainda a fundo), mas gostaria de trazer o caso de Portugal: Tag:place=city - OpenStreetMap Wiki

Resumo: em 2021 eles alteraram todos os municípios para city, e como no caso do Brasil, todos eles têm população, então o Carto consegue renderizar diferentemente baseado no tamanho da cidade, mesmo tendo a mesma etiqueta.

De maneira rápida, não me parece uma proposta muito absurda mapear todos os 5569/5571 municípios assim, visto que a nível nacional/oficial, uma cidade de 3000 habitantes e uma de 10 milhões equivale a uma mesma coisa (são “cidades”, perante o governo estadual e federal).

Há outros renderizadores além do Carto e creio que nem todos priorizam as etiquetas place e population da mesma forma. Depende do objetivo principal e dos recursos disponíveis. O Carto, em geral usado em computadoires, procura mostrar o máximo de informações de modo claro. Os renderizadores de aplicativos de navegação GPS e de mapeamento são mais usados em celulares e priorizam desempenho e facilidade de visualização/interação, o que leva a omitir masis dados para reduzir poluição. Creio que podem se valer de tags que permitam acelerar uma decisão de exibição ou não. p. ex. valor de place em vez do valor da população.

Ontem, estava fazendo um teste no JOSM com os nós dos municípios do RJ já alterados para city ou town com base na população urbana, também já incluída em cada nó, e pude ver a diferença na renderização se todas fossem mapeadas como city. No primeiro caso, as diferenças ficam visíveis nas cores. Se mapearmos todas como city, não há diferenças na visualização.

Esse teste no JOSM sugere que uma diferenciação na tag place possibilita uma visualização mais clara dependendo do software em uso.

Vou postar no Telegram as imagens das visualizações no JOSM, “todas como city” x “city ou town conforme a população uirbana”.

Sim, concordo que não devemos usar o Carto como base para nada (primeiro porque mapear para o render está “errado”, e segundo, é o Carto né).

Eu mencionei o Carto porque eu entendi que uma das razões para usar city e town era justamente para que a renderização seja diferente, mas que o Carto já utiliza a população como base. Vi no grupo que o JOSM não diferencia, contudo. Outros apps teríamos de ver.

Assim que, li o tópico com mais calma, e ainda não consegui perceber qual a motivação para utilizar town e city.

A princípio, eu entendo que, como todo o OSM, essas nomenclaturas vêm do Reino Unido/Commonwealth, inclusive essas peculiaridades, que não temos no Brasil. Então eu estou com dificuldades de entender o porquê de adicionar essa camada extra de complicação no nosso caso. Temos ~5600 cidades, todas iguais perante o governo federal/IBGE/etc (não contando o caso específico de Noronha e DF), então porque não usarmos logo, como fizeram em Portugal, city para tudo? Ou então a cada censo teríamos de checar qual cidade cruzou a fronteira de 100k para atualizar a etiqueta.

(Não discordo, pelo contrário, suporto totalmente a ideia de retirar village dos municípios! Também estou contente com que a comunidade esteja discutindo e avançando nesses tópicos mais cabeludos.)

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