Entendo. Mas na prática o que acontece é: distrito fica no nível 9 e bairro fica no 10; a divisão de distritos em subdistritos são raros – então, o subdistrito meio que foi “enfiado” junto com bairro ou distrito porque sobrou e não dá problema até o dia de ocorrer um caso em que dois níveis territoriais usados na prática são mapeados no mesmo nível por causa de uma convenção que não reflete a realidade.

E se mapeamos o subdistritos no nível 10, no mesmo bairro, teremos novamente o mesmo problema da redundância, só que com bairro.

Tem um problema aí na página: “Bairros e Sub-Distritos” está como tradução de “(suburbs and neighborhoods)”, isso é errado por dois modos: neighborhoods não é subdistrito, é Vizinhança no editor iD e JOSM, e ainda coloca subdistrito como se fosse menor que bairro; um suburb pode ser composto de neighborhoods, e não o contrário.

Ainda resta o que fazer com o subdistrito já que existe como divisão administrativa.

Sim, Santo André/SP tem distrito, subdistrito, bairro e um tipo de subdivisão mais coloquial que é presente nos endereços do comércio (loteamentos, desmembramentos, favelas, bairros tradicionais etc.). Distrito e subdistrito foram instituídos por lei estadual, e bairros por lei municipal.

Concordo. A minha ideia seria não mapear as divisas de uso do IBGE como boundary=administrative, de forma a abrir “vagas” para divisões administrativas que não são restritas a um uso. Uma divisa criada pelo município ou estado pode até ser administrativa mas é de um uso só (divisa de área escolar, zoneamento etc), não serviria.

As divisas que se encaixam melhor como boundary=administrative são as divisas político-administrativas, de propósito múltiplo que são instituídas por lei e possuem alguma autoridade, como as regiões metropolitanas, aglomerações urbanas e microrregiões.

Seria feito o seguinte:

  1. Os níveis Região Geográfica Intermediária e Região Imediata, para não serem perdidas, seriam convertidas em divisas censitárias. Isso disponibilizaria dois níveis.
  2. As regiões metropolitanas, aglomerações urbanas e microrregiões seriam nível 5. Nível 6 ficaria vago.
  3. Os municípios passariam para o nível 7.
  4. Os distritos passariam para o nível 8.
  5. Os subdistritos ocupariam o nível 9.
  6. Bairros ficariam onde estão no 10.
  7. Se há uma subdivisão menor, que fique no 11 ou simplesmente use o nó place=neighborhood.

Como o nível 6 ficaria vago, talvez resolvemos mapear comarcas, o problema é que isso é uma divisa judicial, apesar do seu uso amplo.

Estenderia a mudança também para as localidades para eliminar inconsistências e recepcionar mais tipos de localidades.

  1. Todas as cidades, não importa a população, seriam place=city. No Brasil não fazemos distinção entre sedes municipais como os EUA ou Portugal fazem.
  2. Sedes de distritos (vilas) seriam place=town, concordando com a Wikimedia, que considera towns como vilas.
  3. Povoados, place=village, concordando com a Wikimedia, que considera village parte da zona rural.
  4. Lugarejos, place=hamlet
  5. Núcleos de fazenda, place=farm
  6. Moradias isoladas, place=isolated_dwelling
  7. Área rural com nome não vinculado a um núcleo populado, place=locality
    Só ficou de fora as AUs (áreas urbanas isoladas), talvez ficariam junto com village ou suburb, já que são áreas urbanas.

EDIT:
Tem mais uma coisa:

Do jeito que está, parece que uma região metropolitana é composta por regiões imediatas, mas não é. Uma região metropolitana pode ser composta por municípios de mais de uma região imediata ou mesmo de regiões geográficas intermediárias diferentes. Isso acontece no estado de São Paulo.