Mapeamento de calçadas no Brasil

Abro este tópico para discutirmos o mapeamento de calçadas no Brasil.

O objetivo é estabelecer consenso sobre itens e atualizar, se necessário, a página wiki em português conforme formos avançando.

Como está o mapa hoje (Overpass, base 2026-08-19, Brasil inteiro):

footway=sidewalk 41.776
com barrier=kerb 1.983
com height 1.986 (1.900 deles com o valor 0,15)
com surface=concrete 6.612
com surface=paved 1.308

Eu estou me familiarizando com a situação do mapeamento e não entendo muito bem o uso de kerb. Mas um aspecto que me parece fora de lugar é o uso uniforme de height=0.15. Pelo que entendi isso veio de uma norma técnica, mas a realidade no Brasil é bem diferente disso. Calçadas com degraus e não padronizadas são regra, não exceção. Em São Paulo é difícil achar um bairro em que não existam degraus e rebaixamento para acesso de veículos sem nivelamento correto. Dado este contexto, o mapeamento de calçadas forçosamente precisa estar baseado em conhecimento local e imagens de satélite não ajudam muito para capturar estes detalhes.

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barrier=kerb é um tipo de barreira e é usado de duas formas diferentes no mapa.

Em pontos: colocado no ponto exato em que uma via (travessia de pedestres, acesso de veículos, etc.) atravessa o meio-fio. No caso de uma travessia de pedestres, por exemplo, o ponto fica na interseção entre o meio-fio e a linha da travessia (que tem highway=footway + footway=crossing). Exemplos:

Importante: o wiki diz explicitamente que essa etiqueta não deve ser colocada na interseção da linha da calçada com a da travessia, já que isso incorretamente representaria uma barreira também para quem está caminhando ao longo da calçada.

Em linhas: seguindo o contorno do meio-fio, em geometria separada da linha que representa a calçada (que tem highway=footway + footway=sidewalk). Há poucos exemplos desse padrão no Brasil ocorrendo próximo de calçadas, então seguem exemplos de fora: Berlim, Paris, Londres e Nova Iorque.

Roteadores não necessariamente reconhecem como barreira as interseções entre vias (linhas highway=*) e linhas barrier=kerb. Em parte, é por isso que o mapeamento de meios-fios como linhas não é muito comum. E por isso, a documentação também recomenda mapear barrier=kerb nos pontos dessas interseções, mesmo quando o meio-fio já está mapeado como linha. Isso nem sempre é feito na prática, mas foi feito nos exemplos que citei antes em Berlim, Paris, Londres e Nova Iorque e é relativamente comum nos seus arredores.

Quanto à altura, há uma distinção importante. Em linhas com barrier=kerb, a altura medida do meio-fio é mapeada com a etiqueta height=*. Em pontos, a mesma informação é mapeada com a etiqueta kerb:height. Em ambos os casos, a documentação orienta a registrar a altura exata do meio-fio, com precisão suficiente, não necessariamente milimétrica. Ou seja, height=0.15 só deveria ser usado quando a altura for conhecida, por medição ou por uma fonte confiável de boa qualidade, não simplesmente presumido como valor padrão. Embora nas imagens de satélite seja possível ver a geometria da calçada e, em muitos casos, identificar se é pavimentada, essas imagens não permitem medir a altura do meio-fio nem determinar o tipo específico da superfície com certeza; para isso é necessário fazer inspeção em campo ou usar imagens obtidas ao nível do terreno.

A documentação de barrier=kerb em português está um tanto defasada, e a de kerb=* nem foi traduzida ainda, por isso usei links para a documentação em inglês. Já o artigo sobre Passeios eu sincronizei com o artigo em inglês em março. Me esforcei para fazer uma tradução fiel, sem alterar o sentido original.

O mapeamento de barrier=kerb no mesmo elemento das calçadas separadas (linhas highway=foot way + footway=sidewalk) é algo muito raro no mundo. Esta consulta no Overpass retorna todas as 2333 ocorrências no mundo, das quais 1932 (82,8%) ocorrem na região metropolitana de São Paulo.

Esta outra consulta no Overpass retorna calçadas mapeadas tanto como linha separada quanto como etiqueta na via principal. Como o volume de dados é muito grande, é mais fácil visualizar o resultado no JOSM ativando o estilo Sidewalks (autor: Cobra). Por exemplo, nesta área de transição em Paris, pode-se visualizar calçadas mapeadas tanto como etiqueta na via (fora da região central, apresentadas pela visualização como linhas tracejadas paralelas à via principal) quanto como linhas separadas (dentro dessa região, apresentadas como linhas contínuas):

Dessa forma, é possível ver várias vias sem informações sobre calçadas, pontos onde ocorrem transições entre os dois esquemas, e alguns pontos com representação dupla/sobreposta.

Usando essa segunda consulta no Overpass, eu já vinha fazendo um levantamento sobre as práticas de mapeamento em diferentes lugares. O resumo que segue não é uma estatística exaustiva, mas uma descrição dos padrões observados nos dados retornados pela consulta.

Panorama no Brasil

Fiz esta avaliação nas regiões metropolitanas mais populosas do país. Nenhuma dessas regiões usa foot=use_sidepath nem sidewalk=separate na via principal atualmente. foot=use_sidepath é usado em algumas áreas com calçadas separadas em Santa Catarina (Florianópolis e Itajaí). sidewalk=separate foi usada consistentemente nas mesmas vias em Florianópolis, mas no restante do país, encontrei muitos casos em que a etiqueta aparece sem uma linha separada representando a calçada.

Cidades Padrão predominante sidewalk:*:surface na via principal
Porto Alegre, Salvador, Santo André[1] Etiqueta na via principal Comum
Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Campinas Etiqueta na via principal Muito raro
Fortaleza Linha separada Muito raro
Curitiba, Recife, Distrito Federal Varia por área. Em Curitiba: centro: etiqueta na via principal; periferia: linha separada. Muito raro
São Paulo Esquemas sobrepostos, sem coordenação Ocasionalmente fora de Santo André

Esta consulta no Overpass, adicionada ao wiki em abril, ajuda a localizar casos onde os dois esquemas estão sobrepostos, permitindo focar o esforço de migrar de um esquema para o outro.

Em Curitiba, boa parte das calçadas separadas teve origem em um projeto acadêmico que produziu uma ferramenta de geração de geometria, com documentação ainda em estágio de esboço. Nesse projeto, o material das calçadas foi mapeado em detalhe fino (lote por lote) em algumas quadras (exemplo), e em outras, não chegou a ser mapeado (exemplo). Uma tentativa de usá-la em La Paz acabou não indo adiante por opção da comunidade local.

Minha impressão é que não devemos tomar a distribuição atual dessas práticas no Brasil como evidência de um padrão consolidado de mapeamento. Há práticas locais bastante distintas, inclusive dentro da mesma cidade, e uma parte significativa das diferenças parece resultar de projetos de mapeamento específicos.

Panorama internacional

Fiz essa avaliação em algumas cidades em países que historicamente sempre tiveram muitos mapeadores locais. Esse levantamento mostra que não existe um único padrão internacional consolidado: diferentes comunidades adotam modelos diferentes, algumas cidades inclusive usam modelos distintos conforme a região, e outras apresentam uma combinação de modelos provavelmente decorrente de diferentes fases ou projetos de mapeamento.

A etiqueta street:name está em processo de adoção rápida fora do Brasil desde o início deste ano, sobretudo na América do Norte, assim como sua alternativa equivalente is_sidepath:of:name=* (mas a adoção desta está mais lenta e também não é a mais comum). Por ser uma prática nova, eu não a levei em consideração no levantamento. No entanto, o problema que essas etiquetas resolvem está registrado no wiki desde 2022.

O uso de sidewalk=separate na via principal é relativamente comum mas concentrado em áreas específicas em todas as cidades avaliadas, exceto em Amsterdã e Copenhague, onde o uso nas situações aplicáveis é ocasional.

Cidades Padrão predominante foot=use_sidepath na via principal Falhas no roteamento observadas
Amsterdã, Copenhague Etiqueta na via principal Ocasional[2] Nenhuma encontrada
Berlim, Zurique Linha separada Muito comum Nenhuma encontrada
Varsóvia, Praga, Oslo Linha separada Raro Previsíveis
Moscou Linha separada Raro Previsíveis
Nova Iorque, Toronto Linha separada Raro Ocasionais[3]
Londres, Paris Misto; centro: linha separada; periferia: etiqueta na via principal Raro Previsíveis
Roma, Madri, Lisboa, Bruxelas, Viena, Estocolmo Esquemas sobrepostos, sem coordenação Raro[4] Previsíveis

  1. Na Região Metropolitana de São Paulo. ↩︎

  2. É comum adicionar essa etiqueta à via principal quando há ciclovia paralela legalmente permitida para pedestres. O número de vias com essa configuração é relativamente pequeno. ↩︎

  3. Mesmo sem foot=use_sidepath, a geometria tipicamente ortogonal das vias (especialmente nas interseções em ângulos retos) reduz muito a frequência de falhas de roteamento mais comuns, como o direcionamento do pedestre pelo centro de cruzamentos ao invés de pelas travessias adjacentes. Ainda assim ocorre (exemplo 1, exemplo 2). ↩︎

  4. Mas é relativamente comum nas vias principais em Viena e Estocolmo. ↩︎

Ola pessoal vim aqui debater e postar minha opinião, trabalhei com logística minha vida toda, enfrentei alguns desafios todos transpostos mas o pior foi o negacionismo fato corriqueiro nessa profissão então tenho algum conhecimento.

Me disseram aqui que calçadas não deveriam existir no OSM, foi um choque para mim apesar de serem presentes na wiki e em todos lugares, quanto as etiquetas que devem estar presentes nelas não são bem claras tanto que na wiki existem duas paginas cada um pode pegar a que melhor convem.

Vitor salientou que a etiqueta height esta meio deslocada o que realmente esta correto pois deveria ser kerb=height então tem de ser corrigidas ou excluidas , a altura da guia realmente variam em entradas de garagem e em algumas travessias,negar a altura dessas guias que tem um valor fixo que não pode ultrapassar um determinado valor pois isso invaria a descida de pedestres de automóveis que não conseguiriam abrir a portas, se fôssemos obrigados a fazer um mapeamento detalhado em todo mapa o osm ficaria inviável de se mapear, correções tem de ser feitas por mapeadores locais e não vendo fotos na internet.

Então a etiqueta existe e cabe a nos se ela deve ser incluida ou negada para sempre, quanto a ser inclusa ou não junto com a calçada devemos ver nossa realidade, nos EUA elas são separadas visto que la deve ter uma faixa de grama separando, tornado o solo mais perneavel a aguas de chuva.

Desse modo acho que dizer que a guia não faz parte da calçada e somente negar o que vemos em nosso dia a dia , fazer uma linha separada não tem sentido algum pois dobraria o mapeamento tornando o trabalho inviável e nesse caso deveríamos corrigir as paginas da wiki com regras claras.

Quanto ao tipo de piso já ficou claro que deve se adicionar Paved e esquecer qualquer outra etiqueta para não causar conflitos, eu mesmo concordo com isso.

Quanto ao roteamento não funcionar com as etiquetas descritas pois se trata de uma barreira, e negar uma verdade estabelecida , qualquer um pode entrar nas busca dos app ou mesmo da própria pagina do id e fazer um roteamento a pé aonde elas já estão presentes e confirmar a verdade dos fatos não teorias que não serve aos propósitos do OSM para colaborações visto que aqui não temos chefes o trabalho e voluntario e colaborativo , mas tem sido esquecido por alguns.

Gostaria de pedir a moderação a abertura de um topico para a revisão da wiki que salienta que 30 dias deve ser usado para o debate de exclusões e punição de pessoas que não sigam a regras e façam tudo por sua cabeça.

Todo erro deve ser corrigido, mas quando esse erro for de edições grandes, nenhum usuario deveria sequer pensar em agir sozinho sem debates como esse, seguindo sim a orientação da wiki.

Quero aproveitar para me despedir de todos o que conheço pessoalmente, pois após o encerramento desse topico e correção das edições ,não mais irei editar no OSM e também no mapillary os quais já fiquei além da conta, irei usar meus horários vagos a outros projetos colaborativos do qual faço parte, entretanto continuarei no Telegram no qual tenho conta.

Em tempo estava postando quando me deparei com um postagem de um usuário me atacando pessoalmente sabia que essa discussão não iria ser boa, irei claro dar a resposta que ele merece após rever com calma sua postagem.

Antes de seguir com a discussão (quero escrever uma mensagem com mais calma), gostaria de lembrar que não há um “padrão” no que se refere à calçadas. O que 5 anos atrás era a norma, hoje em dia já não é tanto. É de fato um assunto complicado na comunidade internacional, então logicamente teremos problemas no Brasil, visto que não está ainda nada 100% cimentado.

Na minha opinião, pelo que vejo, 10 anos atrás mapear calçadas separadamente não era nada recomendado. Hoje em dia temos Working Groups (vide EUA) que trabalham somente com isso (mapeamento de calçadas), com guidelines etc. O @kauevestena desenvolveu toda uma tese sobre isso, como um plugin QGIS nos últimos anos (calçadas separadas) então também tem conhecimento sobre o fato. A wiki atual aborda melhor os prós e contras de cada abordagem.

Sobre o uso de barrier=kerb nas linhas de sidewalks, no meu entendimento não é o correto mapeamento (por razões já apontadas à exaustão). Contudo, isso atrapalha algum roteador? Algum roteador deixa de usar as calçadas por conta dessa etiqueta? O CoMaps (imagem abaixo) não deixa de rotear… Os 3 roteadores do OSM também não ( OpenStreetMap ).

Não sei como os outros roteadores móveis (OSMAnd, por ex.) se comportam, mas sendo assim, eu não vejo razão por toda essa urgência no conflito. Ora, o que não falta no OSM é coisa mapeada errada/sem discussão, então se algo está “estranho” mas não quebra nada, não vejo o porquê de fazer conflito por tal coisa (o que não significa que as coisas não devam ser corrigidas, favor não confundir).

Mapear barrier=kerb no ponto da interseção da travessia com a calçada, como aqui, pode atrapalhar o roteamento. Nos meus testes, GraphHopper, Valhalla e OSRM ignoram barrier=kerb no roteamento pedestre hoje. No passado, o OSRM tratava como uma barreira e calculava rotas contornando-os (discussão).

Um dos principais sistemas com perfil específico para cadeiras de rodas é o openrouteservice. Por padrão, a interface mostra que está ativa uma restrição de 6 cm para a altura do meio-fio, mas nos meus testes ele não evitou meios-fios quando a altura não está mapeada no ponto, mesmo que o ponto tenha kerb=raised, e também não emitiu alertas. A meu ver, é um defeito da ferramenta, já que kerb=raised implica wheelchair=no.

Eu não usaria o comportamento dos roteadores como argumento de que barrier=kerb deve poder ser colocado livremente na linha da calçada. O problema principal dessa prática continua sendo semântico.

Os outros problemas de roteamento que mencionei no grupo Qualidade no Telegram são de outra natureza e decorrem de mapeamento incompleto/transição incompleta de modelo: falta de foot=use_sidepath na via principal quando a calçada é mapeada como linha separada. Sem essa informação, o roteador pode preferir o caminho mais curto pela via principal. Como os roteadores normalmente consideram que uma via (highway=*) também é utilizável por pedestres quando não há uma restrição em contrário, isso produz erros como este em vários lugares:

Isso ocorre também em Fortaleza, por exemplo, aqui:

(outro exemplo)

E quanto a height=0,15 e surface=concrete, o problema é a atribuição desses valores sem verificação suficiente, supondo serem estes os valores reais com base em imagens aéreas sem nitidez suficiente. Se a altura real do meio-fio não foi medida nem pode ser determinada por uma fonte adequada, não deveríamos presumir que ela é 15 cm apenas com base em imagens aéreas. O mesmo vale para surface=concrete: uma imagem aérea pode eventualmente permitir identificar a geometria e alguns aspectos da calçada, mas não permite determinar com segurança o tipo exato da superfície.

Na teoria dos terraplanistas calçadas não existem, o mundo e plano e estamos em uma realidade virtual dentro de algum PC alienígena e concreto e apenas areia com cal ,pois cimento não existe , hoje fui ao centro confesso que e perigoso gravar alguma coisa por lá entretanto gravei um trecho de calçadas quando o metro percorreu o trecho sobre ponte notei na ida entre 3 estações as calçadas eram apenas de concreto e não tinha nenhuma calçada terraplanista, na volta no mesmo trecho do outro lado da avenida achei um lote terraplanista apenas um, se quiserem posso postar o vídeo, as afirmações do usuário não tem nenhum sentido pratico ,ele quer usar apenas para tentar me desacreditar apôs eu apontar (vamos dizer contradições em seus comentários), qdo eu dei um revert nele (digamos sua paciência comigo chegou a um limite descontrolado) espero que ele se controle e leve a discussão para o lado construtivo , já que o assunto nem era esse no inicio e sim a falta da etiqueta na via indicando calçadas separadas, para amainar o assunto vou ja dar meu voto no quesito superfície, eu voto para a mudança por surface+paved e ainda abrindo meu coração estou a disposição no telegram privado aguardando um contado do usuário que será recebido com muita educação para que possamos acabar com essa discussão sem sentido, se preferir podemos fazer uma chamada de vídeo para que possamos olhar olho no olho e ver nossos sinceros arrependimento e so chamar.

Então eu desconhecia esse tipo de etiqueta, fui procurar na wiki e acho que o usuário cometeu um equivoco la diz, (Em alguns países, é geralmente obrigatório que os pedestres usem um caminho paralelo obrigatório onde existe. No OSM, isso pode ser indicado marcando a estrada principal como foot=use_sidepathse o caminho lateral for mapeado separadamente. Esta tag só deve ser aplicada em países que têm passos obrigatórios. Quando a estrada principal é explicitamente proibida, tipicamente por um sinal de trânsito na estrada principal, se existe ou não um caminho lateral, foot=nodeve ser usado.) não e de meu conhecimento se aqui existe essa obrigatoriedade , se sim por favor me corrijam , roteamentos tem algumas inconsistências mas funcionam com uma proporção muito alta de acertos então não deve ser tratado como um problema , qto a falta de alguma etiqueta em edições isso e normal qdo achamos uma falta e so inserimos.

CTB Art. 254:

É proibido ao pedestre: I - permanecer ou andar nas pistas de rolamento, exceto para cruzá-las onde for permitido; III - atravessar a via dentro das áreas de cruzamento, salvo quando houver sinalização para esse fim; V - andar fora da faixa própria, passarela, passagem aérea ou subterrânea;

CTB Art. 68:

É assegurada ao pedestre a utilização dos passeios ou passagens apropriadas das vias urbanas
§ 2º Nas áreas urbanas, quando não houver passeios ou quando não for possível a utilização destes, a circulação de pedestres na pista de rolamento será feita com prioridade sobre os veículos, pelos bordos da pista

I tried adding sidewalk:both=separate as appropriate, no idea will it be used by these routers

adding foot=use_sidepath may be appropriate and is more likely to be taken into account, depending on legislation (per above post it seems appropriate?)

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Based on my understanding of the tag’s definition and the Brazilian Traffic Code (specifically the two excerpts I cited), I consider foot=use_sidepath tag applicable in Brazil to a highway when all its separate sidewalks have been mapped: when both sides are already mapped if sidewalks exist on both, or only the side with a sidewalk (typical on dual-carriageway streets and sometimes on single-carriageway streets as well), among other rare cases. Article 69 and Article 70, which relate to this topic, address crossing permissions, completing the rules that apply to pedestrians.

Mensagem rápida para ficar em público: depois de repetidos avisos, o usuário @O_Fim foi suspenso de comunicações por uma semana, tanto aqui no fórum quanto nos grupos OSM-Brasil no Telegram.

Vamos manter este tópico focado no conteúdo: qual padrão vamos tentar usar no Brasil para mapeamento de calçadas?

Já sabemos que tem 2 métodos principais, já sabemos que tem várias etiquetas auxiliadoras (independente do tipo de mapeamento), já sabemos que algumas etiquetas não são consideradas pelos roteadores (e outras que não temos nem ideia se são usadas).

Aparentemente somente Valhalla e OSMAnd usam use_sidepath (considerando roteadores principais): foot=use_sidepath | Tags | OpenStreetMap Taginfo

As informações na aba Projects não são necessariamente exaustivas. Elas são obtidas de arquivos taginfo.json publicados pelos próprios projetos, que podem estar desatualizados ou nem exitir para determinados projetos. Veja a lista dos projetos cadastrados. Há alguns projetos bem importantes que suportam foot=use_sidepath e que não aparecem nela, como a maioria dos listados a seguir:

Aplicação Data de integração no código-fonte
Organic Maps Novembro de 2023
OpenTripPlanner Abril de 2024
GraphHopper Julho de 2024
BRouter Janeiro de 2025[1]
OSRM Março de 2026

Mesmo antes desses suportes, o valor já era listado como comum no wiki desde março de 2021 e também já era recomendado no wiki em coordenação com o mapeamento das calçadas separadas desde novembro de 2017.

A etiqueta foot=use_sidepath está conceitualmente relacionada com bicycle=use_sidepath[2] (proposta aprovada), amplamente suportada e usada na via principal ao mapear uma ciclovia separada, equivalente a usar cycleway=track na via principal sem mapear a ciclovia como linha separada.


  1. Issue aberta ainda mas o código já foi integrado conforme consta na discussão. ↩︎

  2. Há também mofa=use_sidepath e moped=use_sidepath para modais similares a bicicletas. ↩︎

Entendo que essa discussão requer abordar todas as células não-verdes nesta tabela (ou na sua versão original, que acho que diz exatamente a mesma coisa), uma por uma, já que listam as desvantagens de cada esquema.

Para mim, os principais problemas do esquema de linha separada da via principal são:

  • Volume de trabalho de mapeamento muito maior, especialmente se o objetivo é fornecer instruções de navegação que incluam o nome da rua
  • Necessidade de cuidado constante com o mapeamento de ligações implícitas/não-demarcadas
    • No Brasil, isso é complicado pelo fato de que, no meu entendimento do Art. 69 do CTB, o pedestre pode atravessar a via em outros pontos a mais de 50 metros de distância de uma faixa de segurança demarcada ou estrutura de passagem similar (passarelas, passagens subterrâneas, etc.), observando as precauções previstas no artigo. Então, se temos, por exemplo, uma quadra com 150 m de comprimento sem faixas de segurança demarcadas, o pedestre pode atravessar no meio da quadra, ou um pouco antes, ou um pouco depois, etc. A única forma de representar isso no esquema de calçadas separadas é inserindo várias ligações implícitas (crossing=unmarked) nesses pontos.

O principal problema do modelo simples, com etiquetas na via principal, é não conseguir representar (com as etiquetas atuais) em que lados de uma interseção um pedestre não pode atravessar quando, por exemplo, só tem faixa de segurança no outro lado.[1]

O principal mantenedor do OSM Carto parece receptivo à renderização da etiqueta sidewalk=* na via principal, só falta implementar (veja o comentário dele na issue correspondente). Ele inclusive mantém um fork desse estilo com suporte a esse recurso.


  1. Em teoria, por definição, se poderia colocar crossing=no no centro do cruzamento das vias de tráfego e mapear cada travessia permitida com crossing=* em cada entrada do cruzamento. Na prática, isso não é feito, crossino=no é usado só para situações excepcionais como, por exemplo, algo assim. ↩︎