Talvez generalização não seja bem a melhor palavra pra descrever o que temos.

O significado da etiqueta description=* é, claro, descrição (caso de “sede” escrito em letras minúsculas) e o de name=* é o de nome próprio (caso de “Sede” com inicial maiúscula). Conforme o manual de boas práticas do OSM, name=* precisa ser verificável, e o problema que temos é que as únicas duas fontes verificáveis que temos - shapefiles do IBGE e histórico do município do IBGE -, sugerem que o nome próprio desses distritos é o mesmo do município e que “sede” é uma descrição (o texto geramente fala em “distrito sede” com ou sem hífen e sem inicial maiúscula). Se faria a exceção, claro, pros municípios que possuem lei municipal ou estadual definindo claramente o nome do distrito-sede. Mas não é o caso da maioria dos municípios sem subdivisão em distritos (ou, se preferir a definição do IBGE, que possuem apenas um único distrito), mesmo no RS. Havendo lei, até mesmo um municípío com um único distrito poderia ter esse distrito denominado “Sede”, contanto que conste na lei assim, pra podermos respaldar a nossa decisão de divergir do dado oficial do IBGE.

“No lugar de” não, mas “junto de” sim.

Eu não espero ver isso no Nominatim já que ele atende o planeta todo, mas de fato é fácil fazer isso na aplicação.

Se eles existem ou não vai depender de como interpretamos esta lei. Ela diz que a criação ou supressão de distritos e subdistritos “dependerão sempre de aprovação das Câmaras Municipais interessadas, através de resolução aprovada, no mínimo, pela maioria absoluta dos seus membros”. Mais adiante, diz que o IBGE deve ser consultado “sobre inexistência de topônimo correlato” ao alterar o nome de um território. Não diz que o IBGE tem autoridade para estabelecer a existência de distritos que não foram criados por lei municipal/estadual. Esta outra lei também não confere essa autoridade ao IBGE.

Eu prefiro acreditar que as definições do IBGE não são arbitrárias e que os distritos municipais únicos existem por algum motivo que não seja simplesmente fazer algum software cartográfico deles funcionar melhor. Só não sei a razão ainda. Mas se formos deixar a semântica um pouco de lado e olhar pelo lado pragmático, isso nos causa problemas e não acrescenta nada útil ao mapa.